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Notícia: O Ninar dirigiu carta à jornalista Sílvia Bessa, autora da matéria O drama dos bebês nascidos em UTIs

O Ninar dirigiu carta à jornalista Sílvia Bessa, autora da matéria O drama dos bebês nascidos em UTIs, publicada no Diário de Pernambuco, nos dias 25 a 29 de julho de 2010,na qual a repórter relata com muita realidade o sofrimento dos bebês e suas mães. A seguir, trechos da carta:
 
“Cuidar de bebês prematuros ou bebês de risco que necessitam de uma UTI Neonatal tem sido um grande desafio para os bebês, para seus pais e também para os cuidadores, pois é neste ambiente que eles passarão um dos períodos mais importantes de seu crescimento e desenvolvimento e muitos poderão apresentar sequelas.
 
Com o nascimento prematuro, eles perdem fatores importantes para o seu desenvolvimento: o útero materno, a interação afetiva com seus pais e o ambiente familiar. É na UTIN, lugar adverso em relação ao útero materno, mas necessário para a sua recuperação clínica, que o bebê é submetido ao manuseio constante e a procedimentos dolorosos: tubos na garganta, punções venosas, dissecção venosa, sensores para monitorização, máscara nos olhos, coleta de exames com frequência, RX, Ultrassons, posições incômodas, ruídos contínuos e intensos (além de sua capacidade auditiva), sem ciclos dia e noite e risco constante de infecção; mães e bebês vivem momentos de angústia; os pais se perguntam se seus filhos terão sucesso, o que nem sempre acontece.
 
“Em 13 de julho, comemoramos 20 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que aborda os direitos à vida, à saúde, à dignidade e esses direitos dizem respeito também aos prematuros, aos bebês de risco. Todavia, esses grupos continuam expostos ao sofrimento no início de suas vidas: pré-natal de difícil acesso, superlotação nas UTIs, muitas vezes tendo o médico a difícil missão de escolher quem tem mais chance para ocupar a vaga, filas de espera para ingresso naenfermaria Mãe-Canguru, serviço indispensável para a continuidade do tratamento.
 
“As Políticas Públicas de Saúde precisam se mobilizar para minimizar tanto sofrimento: melhorando a qualidade do pré natal, permitindo o acesso fácil ao pré-natal para todas as gestantes, reduzindo, consequentemente, o número de nascimentos prematuros, mantendo UTIs em número satisfatório e criando condições para um atendimento digno e humanizado para o bebê.
 
“Neste sentido, a série de reportagens O boom dos bebês prematuros, de sua autoria, representa uma importante iniciativa no sentido de chamar a atenção da rede de saúde pública e privada para o drama das nossas gestantes, pais e bebês prematuros. Nós, cuidadores de pais e bebês, lhe somos imensamente gratos por este relevante trabalho.”
 
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